Quem sou eu...
MARCELO MEDEIROS - Designer pesquisador, consultor formado em Desenho Industrial na UFMA. Passei ainda por capacitações nos Institutos Dragão do Mar em Fortaleza/CE e Instituto CentroCAPE em Belo Horizonte/MG. Integro a Equipe do Projeto de Artesanato do SEBRAE/MA como consultor/instrutor desde sua estruturação. Atualmente desenvolvo atividades junto a comunidades de artesãos, resgatando e valorizando tradições, contribuindo para a dignidade da atividade artesanal brasileira.
Pois é pessoal, criei esse blog para mostrar um pouco do meu trabalho e o espaço abaixo é para facilitar nossa comunicação. Deixem nele seus recados e sugestões.
Forte abraço!
Se preferirem, podem me mandar um email ou mesmo me ligar:
mm.treinamento@gmail.com
0XX 98 96172037

Competência no Desenvolvimento de Produtos Artesanais - CDPA

Tomando como referencial um método de aprendizagem vivencial e participativo, esta metodologia foi concebida para trabalhar a formação de profissionais no segmento artesanal a partir de três pilares fundamentais:

# comportamental formação e despertar para o empreendedorismo;
# andragogia a arte e ciência de orientar adultos a aprender;
# técnica aperfeiçoamento do ofício profissionalizante para elaboração de produtos artesanais através de uma metodologia especialmente elaborada que agrega instrumentos vivenciais juntamente com elementos provenientes da metodologia de design (Desenho Industrial) que auxilia no processo de criação e criatividade.

Os itens acima destacados constituem o tripé base para potencializar e garantir o sucesso das ações planejadas e executadas no decorrer da capacitação.

Algumas ferramentas utilizadas para potencializar o processo de capacitação:

# Instrumentos Vivenciais: Estória Lúdica / Exercício Estruturado / Dinâmica / Jogos;
# Vitalizadores;
# Ciclo de Colb;
# Ciclo de Aprendizagem Vivencial.

Grupo Mulheres de Fibra Recebe Prêmio TOP 100 SEBRAE de Artesanato 2a Edição

O grupo Mulheres de Fibra recebeu em 2009 o Prêmio SEBRAE TOP 100 de Artesanato em sua 2a. edição como resultado de um trabalho estruturado desenvolvido ao longo de aproximadamente três anos, onde tive a oportunidade de participar da equipe técnica executando todo o acompanhamento de design que resultou na concepção e elaboração dos produtos que possibilitaram ao Grupo Mulheres de Fibra o recebimento deste prêmio que o classificou entre os 100 melhores empreendimentos artesanais do Brasil, destacando ainda a atuação da consultora Fernanda Ramada no âmbito da gestão do referido grupo, contribuindo em todo o aspecto organizacional da unidade produtiva aqui destacada.
No âmbito institucional destaco a atuação do Instituto de Desenvolvimento do Artesanato Maranhense - IDAM que disponibilizou todo o apoio necessário ao desenvolvimento das ações de caráter administrativo e de logística, contando ainda com a parceria do SEBRAE/MA e o Insituto Walmart - Responsabilidade Social e Sustentabilidade pelo aporte financeiro que possibilitou o desenvolvimento de todas as atividades necessárias ao Projeto Mulheres de Fibra.





Lãmina do catálogo Prêmio SEBRAE TOP 100 de Artesanato 2a. edição destacando o Grupo Mulheres de Fibra dentre as 100 unidades produtivas mais competitivas do Brasil.



 
Participaram da Equipe Técnica do Projeto Mulheres de Fibra:
GLENA LIMA: Presidente do Instituto de Desenvolvimento do Artesanato Maranhense - IDAM
ANA TERESA TROVÃO: Secretária Executiva do IDAM
FERNANDA RAMADA: Turismóloga/Consultora em Gestão de Empreendimentos Artesanais
MARCELO MEDEIROS: Designer/Consultor em Desenvolvimento de Produtos Artesanais

Parceiros/Apoiadores:
Instituto de Desenvolvimento do Artesanato Maranhense - IDAM
SEBRAE/MA
Insituto Walmart - Responsabilidade Social e Sustentabilidade

Experiência com o Grupo Mulheres de Fibra

O Grupo Mulheres de Fibra, dentre todos que já compartilhei experiências, caracteriza-se por aquele que melhor ilustra o ciclo de criação, formalização e conslidação de um grupo artesanal urbano.
Em 2002, sob a orientação da ONG Visão Mundial, surgiu a oportunidade da criação de grupos de mulheres artesãs para trabalharem na manufatura de produtos em fibra de buriti. Naquele ano foram estruturadas Oficinas de Criatividade para repasse de saberes e aperfeiçoamento de técnicas de manufatura de peças artesanais.
Inicialmente o trabalho ocorreu na Vila Esperança, culminando com a criação de Grupo Arte Vila. Posteriormente a experiência foi ampliada para as Vilas Sarney, Industria e Primavera, onde se deu a organização do primeiro grupo que veio a se tornar ãnos mais tarde o Grupo Mulheres de Fibra.


Jovens aprendizes participando das Oficinas de Criatividade realizadas com a participação de mulheres das Vilas Sarney, Industria e Primavera.

No ano de 2004, com a finalização do Projeto coordenado pela ONG Visão Mundial, as mulheres que havia participado das oficinas de artesanato, necessitaram de orientações que possibiltassem a continuidade das atividades.
Ao perceber essa carência, sugeri encontros semanais para manter a união do grupo e dar contiuidade nas Oficinas de Criatividade onde foram desenvolvidos os primeiro produtos que mais tarde formaram a identidade do Grupo Mulheres de Fibra.
Vale ser ressaltado que nesse momento não havia nenhum apoio institucional/finaceiro.
Após alguns meses de reuniões semanais as mulheres já haviam manufaturado uma boa quantidade de peças com excelentes padrões de acabamentos e completamente inovadoras, surgindo assim a necessidade da busca de mercado para a comercialização da produção. Foi nesse momento que idealizei a realização de uma exposição como ferramenta eficaz, tanto na divulgação do trabalho como na comercialização dos produtos.
Contando com uma equipe de voluntários integrada por Marcelo Figueirêdo (designer), Carla Melo (jornalista) e Walquiria Almeida (arte educadora especialista em jornalismo cultural), foi desenvolvido em 2004 o Projeto "Gente de Fibra" que recebeu o imediato apoio da Sra. Maria Michol Pinho de Carvalho (Superintendente de Cultura Popular do estado do Maranhão), que além de viabilizar toda a folhetaria (convites e cartazes), abriu as porta do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho para a realização da Exposição também denominada "Gente de Fibra". Na abertura da Exposição, fiz uma breve explanação intitulada "Manufatura de Produtos Artesanais em Fibra de Buriti" com foco no processo de construção do trabalho com as mulheres; houve ainda a distribuição de comidas e sucos típicos, finalizando com a apresentação do Grupo de Cacuriá do John da Vila Esperança. Este evento pojetou o trabalho das mulheres, oportunizando a vinculação de reportagens na TV Mirante, Jornal Impacial, Jornal O Estado do Maranhão e Rádio Universidade.
Depois dessa exposição, o grupo de artesãs foi convidado para participar de outras oportunidades de exposições, com destaque para a feira de artesanato realizada pela Prefeitura Municipal de São Luís que divulgou mais ainda o excelente trabalho desenvolvido pelas artesãs do Distrito Industrial da Ilha de São Luís - MA.
Em uma das edições da Feira da Cidade, o trabalho chegou ao conhecimento da Sra. Rogenir Costa (Catholic Relief Services - CRS) que prontamente se colocou a disposição como voluntária no intuito de contribuir para o crescimento de grupo de mulheres. Surgiu então a oportunidade, através de edital publicado na internet, da apresentação de um projeto para o Insituto HSBC Solidariedade. Sob a orientação da Sra. Rogenir em 2006 a primeira edição do "Projeto Mulheres de Fibra" foi escrito e aprovado.

EM CONSTRUÇÃO...

Técnica "Cestaria"

Originária da comunidade de Curralinho localizada no município maranhense de Tutóia, esta técnica utiliza a fibra rígida extraída do pecíolo da palmeira buriti (Mauritia flexuosa M. f.) para a elaboração de bolsas, balaios, cestos, jogos americanos, etc.

Detalhe de uma bolsa sendo executada em cestaria com talo de buriti.


Inauguração do Centro de Capacitação e Produção Territorial do Artesanato em Santo Amaro/MA

A ETHOS, a CIAT (Comissão de Implantação das Ações Territoriais), as Prefeitura Municipais de Barrerinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santo Amaro, a Secretaria de Desenvolvimento Territorial - SDT e a Delegacia Federal - DFDA/MA, promoveram o I Encontro Territorial de Artesãos dos Lençóis Maranhenses/Munim e inauguração do Centro de Capacitação e Produção Territorial do Artesanato em Santo Amaro.

Folder do I Encontro Territorial de Artesãos dos Lençóis Maranhenses/Munim.


OBJETIVO DO ENCONTRO DOS ARTESÃOS
Fortalecer a organização da categoria criando condições para articular e construir a rede de artesãos do Território, além da realização de cursos de capacitação.
PROGRAMAÇÃO
14/mar/07
20h - Abertura do I Encontro de Artesãos em Santo Amaro - MA
15/mar/07
08h - Inauguração do Centro de Capacitação e Produção Territorial do Artesanato em Santo Amaro - MA
09h - Palestra O Perfil do Artesanato Brasileiro por Marcelo Medeiros


Slides apresentados na Palestra que ministrei em Santo Amaro.


10h - Continuação do I Encontro de Artesãos em Santo Amaro - MA
15h - Encerramento
Para o evento fui convidado pelo Instuto ETHOS para organizar uma exposição de produtos artesanais manufaturados por artesãos dos municípios que integram o Território Rural dos Lençóis Maranhenses / Munim.
Ainda integrando a solenidade de inauguração do Centro de Capacitação e Produção Territorial do Artesanato em Santo Amaro, realizei a palestra O Perfil do Artesanato Brasileiro que teve como principal objetivo mostrar a riqueza do artesanato em âmbito nacional, destacando o Estado do Maranhão como responsável por uma produção artesanal de rara beleza e diversificada. Durante a explanação foi destacada a importância da união dos artesãos e fortalecimento das redes de produções e a formalização dos grupos produtivos.

D. Joralda - Memória Viva


D. Joralda fazendo bicos de renda de bilro.


Uma das últimas detentoras de um conhecimento popular que está diretamente ligado à cultura popular do município de Alcântara - MA, tendo inclusive presenciado fatos e acontecimentos de importância históricos. D. Joralda é uma personagem ilustre que quando temos o prazer e a oportunidade de conhecê-la não nos poupa de revelações curiosas sobre Alcântara contidas nas histórias por Ela vivenciadas ou que tomou conhecimento através dos mais velhos com os quais conviveu. Artesã de mão cheia, D. Joralda dentre outras atividades como a manufatura de doces, licores, crochê, costura, faz renda de bilro como ninguém, executando pontos que aprendeu com sua mãe e que reproduz com agilidade. Quem tem a oportunidade de visitar o município de Alcântara - MA, não pode deixar de conhecê-la em sua lojinha que se localiza na Rua de Baixo onde além de ouvir suas histórias, saborear as iguarias por Ela produzidas, tem ainda a oportunidade de observar a genuína renda de bilro em plena atividade resultante da destreza de suas mãos.

D. Joralda foi instrutora do treinamento de renda de bilro no Consórcio Social da Juventude Quilombola de Alcântara-MA, onde tive o privilégio de conhecê-la e compartilhar um pouco de sua sabedoria.

Exposição "ÊMORIÔ"

Mostrou os resultados das atividades realizadas no ano de 2006 pelo “Consórcio Social da Juventude Quilombola de Alcântara - MA”.


Certificado de origem (TAG) da Exposição ÊMORIÔ.


ÊMORIÔ sob a influência da miscigenação cultural brasileira é uma palavra que não é a tradução literal da matriz yorubá mas pode nos reportar ao “jeito africano de produzir a beleza” e também vem designar o grupo de jovens artesãos quilombolas capacitados pelo “Consórcio Social da Juventude Quilombola” que está promovendo a manutenção e resgate de práticas artesanais tradicionais de Alcântara - MA.


Visão geral da Exposição ÊMORIÔ realizada na Casa do Maranhão.
Nesta exposição foi possível se apreciar a virtuosa prática da renda de bilro e a destreza do entalhe em madeira de Alcântara Sede, o cuidado na elaboração de adornos com sementes regionais das Agrovilas, a tradicional cerâmica do quilombo de Itamatatiua e o criativo trabalho em fibra de buriti do povoado de Santa Maria.

Bonecas de cerâmica manufaturadas no Quilombo de Itamatatiua.


Entalhe em madeira executado por jovens aprendizes de Alcântara.

PERÍODO: Dezembro de 2006
LOCAL: Casa do Maranhão - Rua do Trapiche - Praia Grande, São Luís/MA
CORDENAÇÃO GERAL DA EXPOSIÇÃO: Marcelo Medeiros
DESIGN DE PRODUTO & DESIGN GRÁFICO: Marcelo Medeiros
COLABORADORES:
ELIANE - Coordenação de Resultados do Consórcio Social da Juventude Quilombola,
JANDIR GONÇALVES - Pesquisador de cultura popular do Centro de Cultura Popular Domingos Viera Filho / Casa da FÉsta, Casa de Nhozinho e Casa do Maranhão,
LILI - Apoio técnico da Casa do Maranhão,
VANESSA - Guia do setor de exposição da Casa do Maranhão.

Exposição "Gente de Fibra"

A exposição "Gente de Fibra" foi um retrato das atividades que tiveram início no ano de 2004, na ocasião, com o apoio da ONG Visão Mundial, nas comunidades das Vilas Esperança, Sarney, Primavera e Industrial em São Luís - MA. Tendo por objetivo a capacitação de profissionais e geração de renda. O trabalho artesanal é feito com a fibra extraída da palmeira de buriti (Mauritia flexuosa L. f.) em uma atividade estruturada com um método diferenciado denominado Competência no Desenvolvimento de Produtos Artesanais - CDPA, que tornou possível o repasse e aprimoramento de técnicas de beneficiamento da fibra maleável (linho), sua pigmentação a base de corantes naturais, resultando na manufatura de produtos como bolsa, cintos, echarpes e etc. É importante ressaltar que durante o desenvolvimento do trabalho, a sustentabilidade do mesmo vem sendo abordada, através da introdução da prática de um "manejo tradicional" que possibilita a manutenção do meio ambiente, através da preservação das palmeiras fornecedoras de matéria-prima.

Folder/convite para a Exposição "Gente de Fibra".


LOCAL:
Centro de Cultura Popular "Domingos Vieira Filho" - Casa da FÉsta

DATA:
25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2005

PROGRAMAÇÃO:
19:00h PALESTRA
"Manufatura de Produtos Artesanais em Fibra de Buriti" por Marcelo Medeiros (Designer)
20:00h SOLENIDADE DE ABERTURA DA EXPOSIÇÃO
Sra. Maria Michol Pinho de Carvalho (Superintendente de Cultura Popular)
20:30h APRESENTAÇÃO CULTURAL
Cacuriá do John/Vila Esperança

CORPO TÉCNICO:
MARCELO MEDEIROS - Coordenação do Projeto, Treinamento e Design de Produtos
MARCELO HENRIQUE FIGUEIRÊDO - Design de Produtos e Design Gráfico
ROGÉRIO CHAVES - Design de Produtos
WALQUÍRIA ALMEIDA - Assessoria de Comunicação
CARLA MELO - Assessoria de Comunicação

Técnica "Malha de Cascudo" ou "Duas Capas"

Técnica desenvolvida em Barreirinhas - MA, que busca através de uma trama elaborada, reproduzir motivos que lembram as escamas do peixe de água doce denominado "cascudo". Ainda por apresentar um trançado duplo (como se fossem dois tecidos sobrepostos), é também conhecida como "duas capas”.

Detalhe da trama de um produto executada na técnica "malha de cascudo" ou "duas capas".

Peixe "Casudo" cujas escamas inspiraram a criação da trama "malha de cascudo".


Técnica "Malha de Cofo"

Técnica típica da região de Barreirinhas - MA, que toma como base os nós da técnica de macramê para reproduzir o trançado de um cesto tradicional denominado "cofo", que também é executado em fibras vegetais e utilizado na região maranhense principalmente para transportes de produtos como a farinha de mandioca, pescados, etc.
Detalhe da trama de uma bolsa cefeccionada com a técnica "malha de cofo".


Detalhe da trama de um cofo cujo tecido inspirou a criação da técnica "malha de cofo".


Técnica "Macramê"

Técnica conhecida mundialmente que neste caso incorpora uma característica bastante peculiar enfatizada pelo fato de ser executada em fibra vegetal (linho) extraída da palmeira buriti (Mauritia flexuosa L. f.).
 
Detalhe de tecido sendo executado em macramê.



  

Veja algumas variações da técnica de macramê utilizadas pelas artesãs:

1. borboleta; 2. nó duplo trançado; 3. nó duplo e aranha; 4. brilhante; 5. canelinha; 6. lacinho; 7. pauzinho; 8. trançado.


Técnica "Crochê"

Adaptação do crochê tradicional, normalmente realizado com fios e linhas de algodão, para uma modalidade bastante original que utiliza a fibra extraída da palmeira buriti (Mauritia flexuosa L. f.).


Aplicação sendo confeccionada na técnica de crochê.


Técnica "Carreira"

Realizada em tear de parede, a técnica de "carreira" é utilizada basicamente para a elaboração de redes de dormir, tendo como matérias-primas básicas, o linho (fibra de buriti) e fio de algodão. Recebe essa denominação pelo fato do tecido finalizado apresentar linhas paralelas de fio de algodão que são denominadas de "carreiras". Para realizar essa técnica, utilizam-se além do tear tradicional, alguns apetrechos como "cambito" (tipos de carretéis cheios com fibra) e "tala" (tipo de régua confeccionada com a casca do pecíolo da palmeira de buriti) que delimita os espaços da trama ou entre as carreiras.

Detalhe de tecido executado na técnica de carreira.

Técnica "Batimento"

Realizada em tear de parede, a técnica de "batimento" é muito conhecida por permitir a confecção de um tecido bastante difundido na composição de produtos artesanais. A denominação da técnica se dá mediante ao movimento de "batimento" realizado por meio de um apetrecho denominado "palheta" (tipo de facão de madeira) utilizado pelo artesão para compactar o tecido no momento da tecelagem.

Detalhe de tecido resultado da técnica de batimento.


Técnica "Tela"

Típica da região de Tutóia - MA essa técnica é executada com o auxílio de formas de madeira laminada, compensado ou papelão grosso perfuradas de acordo com o modelo do produto que se deseja realizar, onde são desenhados diagramas com motivos regionais. Primeiro monta-se uma tela com filamentos de fibra entrelaçados entre si, tendo como base uma "corda" ou "trança" finas que compõem uma grade (tela) que é finalizada aplicando-se bordados típicos baseados nos diagramas previamente desenhados.

Aplicação executada na técnica da tela.


Técnica com "Trançado"

A técnica com "TRANÇADO" por sua vez é elaborada tendo como base a manufatura de "tranças" de três ou mais pernas, previamente confeccionadas que servem como base para a realização de peças de vários modelos como: jogos americanos, chinelos, etc.

Trança confeccionada previamente é costurada para das forma ao produt final.


Técnica com "Cordinha"

A técnica com "CORDINHA" designa o tecido elaborado, tendo como base "cordas" finas previamente executadas e costuradas internamente entre si para constituir produtos variados como: bolsas, sabolas, colçados, etc.

Cordinha que serve como base para a tecelagem dos produtos.


Experiência em Paulino Neves - MA


Buritizal em Paulino Neves - MA.

Também conhecido como Rio Novo dos Lencóis, Paulino Neves é um município maranhense que está localizada a 330 km da capital, São Luís e a cerca de 30 km dos seus vizinhos mais próximos, Tutóia e Barreirinhas. Partindo de uma destas cidades, o acesso à cidade é possível por veículo próprio comtração 4X4 ou através de Toyotas que trafegam em linhas regulares, atravessando campos e dunas, lagoas e buritizais, num trajeto que por si só já é uma ventura!Situada na privilegiada região de transição entre o Delta das Américas e os Lençóis Maranhenses, Rio Novo está estrategicamente bem localizada, possuindo os mais belos atrativos destas duas regiões e acomodando uma riqueza e variedade de paisagens únicas em toda a região. (Texto: Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Paulino Neves - MA) A rica cultura é continuamente percebida principalmente através do diversificado artesanato elaborado em fibras extraídas da palmeira de buriti que possibilitam a execução de produtos de rara beleza. Neste contexto, a Fundação CTI - NE desenvolveu em Paulino Neves capacitação junto a grupo de artesãos com o intuito de atribuir-lhes juntamente com seus produtos melhorias que compreendem sobretudo o aspecto da qualidade das peças artesanais ali produzidas com ênfase no resgate e manutenção de técnicas tradicionais, desenvolvimento de novas linhas de produtos e organização do setor produtivos, possibilitando assim ao artesão da região sua inclusão no atual mercado de artesanato que se caracteriza pelo seu caráter seletivo sempre buscando novidades e principalmente qualidade. Nesse aspecto, o grupo será preparado tendo suas características empreendedoras potencializadas sob a orientação da Turismóloga Fernanda Ramada (fernanda_ramada@hotmail.com) destacando-se a etapa de formação de preço onde o artesão será preparado para compor os preços de seus produtos.O trabalho de capacitação do grupo de artesãos foi iniciado no mês junho e deverá ser concluída em setembro de 2006, observando-se que os resultados foram obtidos com sucesso tendo em vista o desenvolvimento de pelo menos 15 produtos durante as Oficinas de Criatividade que terão seus lançamentos ainda no mês de setembro em Paulino Neves - MA.Observe a seguir uma síntese das atividades desenvolvidas nos três meses de capacitação:Após o levantamento dos produtos e técnicas tradicionais elaborados na região, procedeu-se com o desenvolvimento de novas linhas de produtos, a princípio em caráter experimental, durante as Oficinas de Criatividade onde as idéias foram concebidas conjuntamente com o grupo de artesãos em treinamento e desenhados em folhas de papel pardo que permaneciam afixados no ambiente da capacitação para servirem de referencias durante e execução dos modelos.
 
Croqui de echarpe desenvolvida ao longo da experiência em Paulino Neves.
 


Após a idealização dos croquis e manufatura dos protótipos, o grupo começou então a reprodução dos mesmos. Nesse momento o conceito de produto artesanal de qualidade foi colocado em prática, levando-se em consideração não apenas a elaboração das técnicas artesanais, mas sobretudo o acabamento das peças propostas.

Processo de manufatura de echarpe de búzios.


Música de autoria de D. Rosário que além de artesã, demonstrou seus talentos como poetisa e compositora.

Grupo "Arte Nativa" de Paulino Neves ou Rio Novo dos Lençóis - MA capacitados com o apoio da Fundação Comissão de Turismo Integrado do Nordeste - CTI/NE.

Em pé da esquerda para a direita: Marcelo Medeiros (Designer Consultor/Instrutor), Biloca, Raimunda, Sucleide, D. Mariana, D. Milagres, Natalina, D. Rosário, D. Nazaré e Fernanda Ramada (Turismóloga Consultora/Instrutora). Agachados da esquerda para direita: Edivania, Adelaide, Missie, Beth, Sâmia, Maria e Neto.